sexta-feira, 10 de julho de 2009

"[...]Espera, vamos conversar, sugeriu sem muito empenho. Tarde demais, porta fechada. Sozinho enfim, podia remexer em discos e livros para decidir sem nenhuma preocupação de harmonia-com-o-gosto-alheio que sempre preferira um Morrison a Manuel Bandeira. Sid Vicious a Puccini. A mosca a Uma janela para o amor, sempre uma vodca a um copo de leite: metal drástico. Era desses caras de barba por fazer que sempre escolherão o risco, o perigo, a insensatez, a insegurança, o precário, a maldição, a noite — a Fome maiúscula. Não a mesa posta e farta, com pratos e panelas a serem lavados na pia cheia de graxa — mas um hambúrguer qualquer para você que escrevo. Mas os escritores são muito cruéis, você me ama pelo que me mata com coca-cola no boteco da esquina, e a vida acontecendo em volta, escrota e nua.

Não muito confuso, assim confrontado com sua explícita incapacidade de lidar com. A palavra não vinha. Podia fazer mil coisas a seguir. Mas dentro de qualquer ação, dentes arreganhados, restaria aquela sua profunda incapacidade de lidar com. Um instante antes de bater outra, colocar uma velha Billie Holiday e sentar na máquina para escrever, ainda pensou: gosto tanto de você, baby. Só que os escritores são seres muito cruéis, estão sempre matando a vida à procura de histórias. Você me ama pelo que me mata. E se apunhalo é porque é para você, para você que escrevo — e não entende nada."

Caio F. Abreu

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Pensamentos no ônibus. Resolvi postá-los antes que se percam (como tantos outros).


"[..]
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche."
Martha Medeiros

Foi pensando nesse texto e em uma coisa random que tudo começou. Listei mentalmente o que me faz sentir saudade:

Certos paulistas. Certos sergipanos. Meu cachorro. São Paulo. Encontros no trem/metrô. Caminhar sem rumo por uma cidade desconhecida. Aulas de teatro seguidas de milkshake. Saber exatamente o que se quer. 13ºC. Bosque Maia. Casa da D. Dirce em Atibaia. Fingir ser mais velha. Melhor guia turístico. Frappê com muita cafeína. Madrugadas conversando. Cobrador palhaço do Circular Shoppings 2. Desconhecido íntimo. Cor natural do cabelo. Lírios.

Ah, tantas coisas. D:
Aproveitarei as férias para diminuir essa saudade de algumas delas.


Mas o pior mesmo, o que mais dói é a saudade do desconhecido. É sentir falta do que nunca existiu.

Poderia passar parágrafos falando sobre isso. Porém Carlos Drummond de Andrade resumiu perfeitamente (e tem jeito melhor de terminar do que com uma frase de Drummond?):

"Também temos saudade do que não existiu, e dói bastante."

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Não me dei tão mal em botânica quanto imaginei.
E escrever redações às 7h não dá certo. Ainda não estou acordada, ok?


Frappê de cappuccino hoje. <3 Tropecei 489989546541323 vezes, pisei na lama e dei mal jeito no pé. Maravilha, né? Mas nada muito difícil de acontecer, tratando-se de mim. Meu dia foi bom até às 19h mais ou menos. Depois disso...
E o que vou fazer no final de semana? Hibernar e assistir ao DVD do Radiohead que comprei hoje.

Se alguém perguntar por mim,
Diz que fui por aí,
Levando um violão debaixo do braço.

Em qualquer esquina eu paro.
Em qualquer botequim eu entro,
Se houver motivo.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Let me take you down
Cause I'm going to
Strawberry Fields.
Nothing is real.
And nothing to get hung about
Strawberry Fields Forever!


Música nostálgica, dias nostálgicos.
Que venham mais dias chuvosos!

Coisas a resolver, matérias para estudar, trabalhos...
Vontade de viajar, descansar decentemente. Ter tempo para fazer tudo, e nada.
Cama, computador, livros, DVDs. E um cappuccino, por favor.

~
Paixões instantâneas têm seu charme. E suas vantagens! Um olhar, um sorriso. Pronto, pra que mais que isso? Hoje preciso apenas disso. Mas só hoje.

Um dia vencerei a timidez. Ou não.



quarta-feira, 6 de maio de 2009

Não espere ler textos de uma pessoa talentosa. Porque, definitivamente, não sou.
Escreverei o que vier na cabeça, o que estiver sentindo/pensando. Não seguirei padrões. Posso colocar a letra de uma música num dia e no outro fazer um post enorme sobre um assunto aleatório.
Se pretende acompanhar este blog esteja preparado para ler coisas que nem sempre te agradarão.
Vocês descobrirão um pouco (ou muito) sobre mim através dos posts. Acho desnecessária uma apresentação.




Não espere nada.
Afinal, nem a autora sabe o que acontecerá aqui a partir de agora.

× Agradecimentos ao Rodrigo pelo título e pelo incentivo.