segunda-feira, 15 de junho de 2009

Pensamentos no ônibus. Resolvi postá-los antes que se percam (como tantos outros).


"[..]
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche."
Martha Medeiros

Foi pensando nesse texto e em uma coisa random que tudo começou. Listei mentalmente o que me faz sentir saudade:

Certos paulistas. Certos sergipanos. Meu cachorro. São Paulo. Encontros no trem/metrô. Caminhar sem rumo por uma cidade desconhecida. Aulas de teatro seguidas de milkshake. Saber exatamente o que se quer. 13ºC. Bosque Maia. Casa da D. Dirce em Atibaia. Fingir ser mais velha. Melhor guia turístico. Frappê com muita cafeína. Madrugadas conversando. Cobrador palhaço do Circular Shoppings 2. Desconhecido íntimo. Cor natural do cabelo. Lírios.

Ah, tantas coisas. D:
Aproveitarei as férias para diminuir essa saudade de algumas delas.


Mas o pior mesmo, o que mais dói é a saudade do desconhecido. É sentir falta do que nunca existiu.

Poderia passar parágrafos falando sobre isso. Porém Carlos Drummond de Andrade resumiu perfeitamente (e tem jeito melhor de terminar do que com uma frase de Drummond?):

"Também temos saudade do que não existiu, e dói bastante."